Crematório 5

June 25, 2018

Dia 24 de junho de 2018

Revisão de res em 26 de junho de 2018

 

Dois homens muito rudes,
aguardam em silêncio a
cerimônia acabar no
Crematório nº5.

 

Não há nada para
pronunciar sobre Deus ou
sobre a morte, sobre amigos
de verdade ou inimigos

 

Aqui, como agora, a
tarde cai
As últimas nuvens desaparecem
Os carros afastam-se... a solidão

 

Erodidos nossos ossos todos
Memória escassa de um tempo
Que em absoluto foi-se
para sempre

 

Retorna minha meia irmã
Retorna minha mãe que
tinha
Se ido da maternidade

 

Em meio ao nevoeiro
-Pressinto
A chegada da tempestade,

Minha lida nem começou aqui

 

Que lugar é este que
desaparece sob meus
pés, ainda virgem
contemplo o mar que não existe

 

Minha sina cega me guia
Me afasta dos perigos
Protege-me do que nem
mesmo sei

 

Ela, Sarah, viola meus membros
Fraturados, invento
forças que não tenho,
para prosseguir com este...

 

Lamento de meu sonho irresoluto
Nome sagrado que não ouso tocar
Caixa de minha herança:
vingança

 

Cor de prata,
Horizonte, ossip,
Cadela de cinta liga,
não sei de ontem, hoje vejo o amanhecer

 

A janela fechada abre-se
em sonhos, que nunca
pude suportar,
Inveja-se a maçaneta da porta que

 

Abre a fechadura do
vizinho, enquanto, a
minha tranca se esvai,
Como um cachorro pulguento

 

Deixei a peteca cair em
cima do fogão de lenha,
minha manga da camisa é
branca como neve

 

Seus cabelos longos até o
joelho, ela arrasta seu
xale pelo chão
serei um novelo em suas mãos?

 

Teço meu melhor argumento
Pois não sei o dia de
amanhã
Nem mesmo sei seu nome

 

Que importa, o nome para
quem tem a carne, veja
bem o olho por olho,
invade a Terra Santa

 

Manuscrito, orelha em
cima da mesa auscultando
o porvir, soçobrando o
som mudo de quem

 

Se cala, quando devia
pronunciar o nome divino
que lhe cabe nesta
existência encurtada: caibo-me.

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