Relatório - sessão de desenho - 4 de maio de 2018

May 29, 2018

 


ANOTAÇÕES FEITAS AO LONGO DA SESSÃO


MATERIAL – SER MATERIAL – (?) COMO SE APRESENTA A
IMPORTÂNCIA DO UNIVERSO MATERIAL NOS DESENHOS DE RES ?
12 FOLHAS / QUADRADOS / DESSA VEZ, LADO A LADO
PORTA ABERTA / SOM DE BATIDAS NO BALDE / CHEIRO DE INSENSO
/ ÁGUA NO CHÃO / CONVERSAS DA RUA / COCHICHOS EXTERNOS
DAR VAZÃO – VÁLVULA DE ESCAPE (MATERIAL X DAR VAZÃO) –
PENSANDO EM TUDO O QUE ABRANGE O MATERIAL
TRABALHO MINUCIOSO / A BOCA ABERTA DA GARRAFA ENCOSTA NAS
FOLHAS / MÃOS DELICADAS / CUIDADOSAMENTE SÃO (AS FOLHAS )
PREENCHIDAS
AS FOLHAS BEBEM O SUCO DE UVA ( UM BOM SUCO. ME LEMBRA
QUE EU NÃO ALMOCEI)
NÃO É O MOVIMENTO PELO MOVIMENTO, COMO IMPROVISO – VAI
MUITO ALÉM DISSO. O CORPO SE MOVE ACOMPANHADO DO PENSAR
MUNIDO DO SENTIR.
CALMO / SERENO
SUA EXPRESSÃO (DE RES), PARTICULARMENTE SEU OLHAR MUDA AO
USAR O MAÇARICO PELA PRIMEIRA VEZ NA SESSÃO. OBSERVA
INTRIGADO O REPOUSAR DO FOGO NA FOLHA. A BOLA FORMADA PELO
FOGO SOBRE A TRANSPARÊNCIA DA FORMA ANTERIOR FEITA PELO
SUCO – ME ASSUSTA. A PRIMEIRA VEZ EM QUE ME SINTO ASSIM.
NÃO SE TRATA SOMENTE DE ALGO NOVO, UMA IMAGEM QUE SE FORMA
QUE NUNCA HAVIA VISTO; É UM CONHECIMENTO OCULTO. SINTO
COMO ALGO QUE NÃO PUDESSE SER VISTO.
A SENSAÇÃO ME ESCAPA. CONTINUA PRESENTE À MEDIDA EM QUE
OBSERVO O ÁLCOOL ESCORRER CONSUMADO PELO FOGO QUE FLUI
COMO UM LÍQUIDO. DESVELA O DESCONHECIDO. AO MENOS A MIM.

O REFLEXO DA LUZ NO ESPELHO D’ÁGUA DOS DESENHOS ÚMIDOS. O
ALTERAR DAS CORES COMO OBSERVAR O POR DO SOL, SÓ NOS DAMOS
CONTA QUANDO JÁ SE FOI. TENTO OBSERVAR.
ARREPIOS TOMAM MEU CORPO NOVAMENTE. SENSAÇÃO DE
VULNERABILIDADE. O FILETE DE TINTA VERMELHA ESCORRE NO
PAPEL. TALVEZ SEJA ALGO QUE SINTA DENTRO DE MIM. NO MEU
INTERIOR HÁ SANGUE EM FILETES, VEIAS; SINTO QUE POR VEZES
ESCORRE O FLUIDO VERMELHO CONFORME O QUE SINTO. DOR DE
VER, SENTIR, OU SOFRER. ESCORRE O SANGUE QUE REPRESENTA
ALGO EXTERIOR A MIM.
VERMELHO – RES CONTINUA CUIDADOSO
NOVA INTENSÃO (?): GRANDE QUANTIDADE DE TINTA VERMELHA
DEPOSITADA NUMA DAS FOLHAS / NOVO MOVIMENTO INCORPORADO
(?): JOGA A TINTA COM MAIS DISTÂNCIA DA FOLHA.
AS CARGAS DE CANETAS VERMELHAS FIXADAS NO TOPO DO DESENHO
SÃO QUEIMADAS. UMA PRINCIPALMENTE CHAMA MINHA ATENÇÃO.
IMPREVISÍVEL. COMPÕE UM RASGO LEVE E INTENSO, VERMELHO NO
PAPEL.
VENTO GELADO TOMA MEUS BRAÇOS.
GRAFITE. O TRAÇO DE GRAFITE SOBRE O VERMELHO. FATURA.
UMA CASINHA PEQUENA NO MEIO DO ESPAÇO EM BRANCO DIANTE AO
SANGUE, O SOFRIMENTO.
ME AFETA.
EM MIM, ALGUM LUGAR QUERIA ESTAR LÁ. AINDA QUE SEJA UMA
FUGA, TEM UMA SABEDORIA NO DESLOCAMENTO; O SANGUE, O CAOS
NA CIDADE, DO PAÍS EM QUE VIVEMOS. EM MEIO A ISSO, O
PARALELISMO SOBREVIVE. A PROVA DE PERSISTÊNCIA DEHARMONIA
NUM LUGAR NÃO TÃO SANGRENTO. VISTA DA CASA: UM MAR DE
SANGUE. QUANDO SE ADENTRA AO SANGUE, TÊM-SE PARTES, AQUELE
TODO VERMELHO É REDUZIDO A UM FILETE, NO ENTANTO AINDA
EXISTE. AS MANCHAS PRETAS ME REMETEM ÀS CINZAS, O QUE FOI
MORTO, QUEIMADO. O ACÚMULO DE MATÉRIA. FORMAS GEOMÉTRICAS,
ME RELACIONO COM ELAS, MEUS SENTIMENTOS SE TORNAM MAIS
CONCRETOS. DA ESTRUTURA ALTA, O SANGUE SE ENCONTRA MAIS

ALTO AINDA, ACIMA DO CÉU AZUL, SUAS DIMENSÕES SÃO
HOMÉRICAS. CORES INTENSAS, SATURADAS; O QUENTE E O FRIO
VIVOS EM OPOSIÇÃO DELIMITAM CAMPOS GEOMÉTRICOS, SE
SOBREPÕEM À IMAGEM, INVEDEM A PERSPECTIVA. EM MEIO À MASSA
AZUL, UM CÍRCULO REVELA UM DESENHO; OLHO MÁGICO. O MESMO
EFEITO DOS CORTES SINTÉTICOS, PRECISOS EM ESTILETE. O CÉU.
O SANGUE. NA TERRA, PERSISTEM. SURGE UM ELEMENTO
ESQUECIDO: A ÁGUA. ESCOA. LAVA O QUE DISSO É PRODUZIDO:
LIXO. O LIXO DO CHÃO. O FOGO ESCORRE DESVELANDO UMA NOVA
IMAGEM.
A MASSA BRANCA ESCONDE ALGO, PROVISÓRIA, LOGO SE DILUI E
COMPÕE O DESENHO.
A MASSA DE GRAFITE EM PÓ COBRE O ENQUADRO. BRILHA CONFORME
A LÂMINA FERE A SUPERFÍCIE. CAMADAS DE TRAS DE PAPEL
SALVAS D DISCÓRDIA, MORREM; AOS POUCOS CONSTITUI-SE A
FORMA DESSAS CAMADAS. UMA NOVA VERDADE É POSTA. PENSO SE
REALMENTE DEVERIA VER ISSO, SE SOU DIGNA. MAS AFINAL ESTOU
AQUI.
SIMETRIA – SANGUE – CÉU
DESENHOS PRETOS / ESCUROS
SEGUNDO RES, SOMENTE AÍ COMEÇAM A FALAR
A CONSTRUÇÃO A PARTIR DO SOFRIMENTO
A LÂMINA SOBRE A SUPERFÍCIE ESCURA. ENFATIZA O SOFRER
CORTE CIRÚRGICO, COM CANIVETE; SOBRE O PAPEL
MOVER – PENSAR – SENTIR
SENTIR – MOVER – PENSAR
PENSAR – SENTIR – MOVER
MOVER – SENTIR – PENSAR
SENTIR – PENSAR – MOVER
PENSAR – MOVER – SENTIR
CABEÇA BAIXA / OLHAR ALTO
SEUS TREJEITOS (DE RES) ME ASSUSTAM. NÃO SEI QUEM ESTÁ
LÁ, EM MINHA FRENTE, OCUPA SEU CORPO DE MANEIRA ABSOLUTA.
VIVE UM MOMENTO ABSOLUTAMENTE PESSOAL, DESCAMANDO O
DESENHO NEGRO.

MOVER

PENSAR

SENTIR

ME AFAGA.

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