A descrição do quarto da estalagem no Porto de Santos, definindo o nome do personagem do poema anterior: Marco Aurélio

 

2 parte de um poema marítimo de res, 13 de fev de 2018

 

Uma pequena estante logo embaixo da janela feita de latas grandes de óleo. Na estante tinha mapas, cartas náuticas, diários, canivetes, bússolas. O chão de madeira de tábuas não aparelhadas, 16 metros quadrados de área era tudo, uma pequena cama, alguns copos, cinzeiros, garrafas, uma carabina pendurada, munição, tambores médios de combustível, um saco de roupa no canto, uma minúscula janela improvisada na parede de restos de pranchas marítimas, uma escada de uns cinco metros até o chão, Marco Aurélio vivia ali, tinha sempre por perto um pequeno vira-lata que atendia por Orfeu. Tinha também sobre uma mesinha quase menor que a janela uma boca de fogo em lata de querosene, o lugar era bem inflamável. Servia para aquecer água e restos de comida que trazia às vezes do refeitório de um navio onde ia fazer reparos, sim, Marco Aurélio reparava navios, pequenos consertos, limpeza, troca de peças sem importância, trazia mensagens, em algumas situações extremas transportava opiáceos.

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