JULIE CAMPOS

Entrou no Atelier em 2018

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Boa tarde!

Envio aqui o relatório da aula de quinta 

Caralho Rubens!! Muito obrigada! é foda me dar a possibilidade de tentar pensar em alguma coisa. é foda poder olhar para você e entender um pouquinho Deleuze, e ler Deleuze e entender um pouquinho de você - mesmo sem entender porra nenhuma - esse porra nenhuma é muito significativo - a dimensão é gigantesca e muito complexa

E muito obrigada Anna!!!

Grande beijo em todos, 

Julie

Relatório Aula de Quinta 

Seminário Deleuze "O Corpo sem Órgãos" por Anna Israel

31 de outubro de 2019

Julie Campos

É realmente difícil Deleuze. E por que é difícil? Deleuze parece estar falando do básico - no sentido da estrutura do indivíduo. - a estrutura que ergue o corpo - de seu funcionamento ao não funcionamento. E ainda assim é difícil compreender. - não só porque é Deleuze, mas porque sou eu lendo - percebo em mim as camadas que cobrem essa estrutura primário. - Percebo que elas existem, mas não posso dizer o que são. É muito parecido com quando digo quenão entendi o texto de Rubens ou que não consigo explicá-lo. -para explicar teria eu que falar de mim - teria que falar do lugar dessa estrutura - rompido as camadas. - camadas que foram tão solidificadas por mim que parecem possuir sobretudo minha força - a força absurda que há em mim - a força brutal que me faz parar quando deveria continuar, como a que me faz continuar quando deveria me parar. - a mesma força que me desacelera, me torna lenta. 

 

O básico é o fundamental - o que me é inacessível. - o sistema de funcionamento do corpo que eu não acesso no meu próprio. 

 

A estrutura que existe em mim não se comunica com mim. - e ainda que exista está estrutura, não é seu fim , é ela mesma o limite - o movimento ininterrupto - o não fim - inatingível. Não existe a estrutura em mim, o que parece a construir é justamente ela não ser dada, ter que ser construída, algo precisa morrer para que possa existir. Mas existeo que a torna tal. Ainda que profundo demais para que eu possa acessar - agindo sem agenciamento - num funcionamento puramente mecânico de mim. - sustentar o limite. 

 

O limite insuperável - quando res diz que é miserável. - suportar – suportar o limite que somente se tem acesso por conta de uma força absurda, aplicada cirurgicamente – mas o limite é inalcançável. 

 

O que me rege - o que há de mais íntimo em mim que eu nem mesmo sei. É constrangedor, ao mesmo tempo quefascinante. Quando disse que a intimidade de res é maravilhosa, no dia em que fui ver seus cadernos na coleção da Anna. - é linda porque hoje em seus textos fala desse lugar, sobre esse lugar, e em seus cadernos se vê sua construção, a construção de res, a construção do mestre, a construção de um ecossistema, uma atmosfera que nãocessa em estar sendo construída - isso é o Atelier. - hoje o atelier vive o limite, vivendo o embate de não alcançar, ainda que tenha alcançado algo que poucos acessaram. A obra de res é também parte de sua construção. E pensar que dentro desta há tantas outras possíveis. Ser discípulo é uma desconstrução de um funcionamento – e a paciente construção de outra coisa. A construção de res – a construção do discípulo – a construção do mim em cada um de nós.

 

Li a letra D de desejo para Deleuze, uma das coisas principais que diz é que desejo é um conjunto, acreditamos desejar um objeto enquanto desejamos um conjunto - estando no Atelier, sendo discípula olho essa construção – res nos dá ela, possibilitando desejarmos um conjunto ou em conjunto – e é tão difícil – NÉFÁCINÃO! – cada hora ele seexpande para mim – descubro uma coisinha – e se torna mais difícil ainda. Mas se há uma atmosfera que faça odesejo existir em mim – não tenho dúvidas de que é esta aqui. O ar que respiramos é muito diferente do que se respira fora daqui.

 

Era para ser o relatório da aula de quinta. Mas estou terminando de escrever hoje. Não tem como não pensar na sessão – nas manobras de res ontem – no tesão.

Eu disse quando entrei no Atelier que não tinha ambição. Rubens, hoje te digo que minha ambição é gigantesca – é muito mais do que posso querer – você me autoriza!

 

Eu quero gozar só por estar – que gozar não seja mais chegar ao limite – ao ápice , mais do que o segundo anterior – quero viver nesse segundo do gozo – quero senti-lo, cria-lo, inventa-lo – é muito mais do que posso querer – que isso me faça viver mais do que desistir.

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