Considerações sobre o Brasil de RES

 

Apontamentos de forças e fraquezas

29 de maio de 2018

 

 

1. Questão do Klaus: por que fazemos atos sintomáticos mesmo não querendo, ou seja, erramos quando queremos acertar? Por que algo nos escapa e nos sabotamos em lugares essenciais, onde deveríamos estar atentos, escorregamos?

2. Navarro: repetição de um sintoma - reincidir num erro. Principalmente quando ele é sorrateiro. Quando ele insiste em vir oculto. Como desvendar a cadeia sintomática e expiatória, que nos arrasta para nosso pior? Por que buscamos nosso pior sistematicamente sem nos darmos conta? Por que repetimos as piores ações de nossos pais? O que fazer?

3. Mohallem: quando é a hora de apostar todas as nossas fichas em nós mesmos? Em nosso melhor? Como saber o que é nossa bem-aventurança? Qual é o momento de apostar tudo em nosso destino maior? E para quem não sabe deste destino? E para quem é covarde? Penso que um novo Brasil depende de coragem de nossos jovens fazerem o que tem que ser feito, isto é seguir a bem-aventurança, custe o que custar.

4. Nosso mental e nosso biológico ainda estão cindidos de maneira grosseira. Nossa autopercepção ainda é muito deficiente, perdemos muito tempo ainda em lugares inúteis de nós, deveríamos diminuir o tempo de estadia nestes lugares infrutíferos de nós.

5. Se preparar para o próximo tempo / estamos realmente desequipados para o porvir. Nossa forma de pensar o fazer artístico mostra claramente isto. Nossa arte hoje como está é irrelevante para o futuro. Mais que nossa arte, nossa forma de pensar é absolutamente obsoleta. Precisamos de um choque cognitivo forte. Introduzir novos procedimentos de ação urgente em nossas rotinas. Sem isto, seremos ultrapassados por nossa pior parte, isto é, seremos chicoteados pelo sintoma, faremos atos ruins sem saber porquê, é urgente que nos antecipemos ao erro.

6. Como erramos demais em lugares onde não deveríamos, nos impedimos de errar em lugares onde deveríamos realmente poder experimentar e aí sim errar com gosto. Precisamos de uma previsão das coisas, ou seja, uma provisão de energia, Nietzsche falou muito disto - precisamos de um excedente de forças para agir no melhor lugar de nós, sem esse excedente de forças somente vamos reagir, ou seja, ser sempre passivos e nunca ativos. Nossos movimentos estarão condicionados a reagir, e nunca a agir no sentido de Deligny.

7. Conceitos filosóficos importantes para nosso tempo: Nietzsche - excedente de forças / Peter sloterdjik - previsão, capacidade de prever o futuro / Heidegger - herança de um erro sério, o que fazemos quando erramos em lugares essenciais, como transformar o pensamento de um grande filósofo numa ferramenta para nós mesmos elaborarmos o mundo, Heidegger nos deixou a herança de um erro muito grande executado por um grande pensador e o sentimento de como vamos nos ocupar dele. Ou seja, como podemos mudar nossas vidas, como podemos operar mudanças estruturais em nós? Mudar o desenho do nariz é possível, mas como mudar um “osso” de lugar?

8. Ou um problema que surgiu num simpósio de educação no Brasil, coordenado por uma professora de Harvard: um aluno do ensino fundamental perguntou para uma professora de redação (criação literária) se ele podia escrever uma redação defendendo os pontos positivos do fascismo. A professora se sentiu numa saia justa do que dizer para o jovem. Reprimia ele ou incentivava ele num beco sem saída.

9. Julie: por que nossa potência não se traduz em capacidade de realização? E é somente latência? Ligar o mais insignificante ao mais relevante. O menor ao maior.

10. Capacidade de realização é um treino. Se adquire.

11. Diferença brutal para educação entre um mestre e um professor. Se trata de envolvimento, envolvimento este do qual escapamos pela tangente, é raro hoje quem realmente banca se envolver. Se comprometer. A relação mestre-discípulo é um envolvimento maciço, é segundo Bataille: consumação de um ato inflamável.

12. Infantilização da nossa elite jovem? Despreparo emocional profundo. Lida com a tensão como criança da vida adulta. E com as desavenças.

13. Greve dos caminhoneiros, o que, de sinal profundo esta greve revela sobre nosso estado civil? Ou seja, nossa condição atual de apropriação do país e de nós mesmos? De nosso destino? O que se esconde por trás desta greve? O que se oculta por trás de uma reivindicação? Neste caso, o nosso despreparo total de uma educação básica. Investir numa educação básica forte, numa educação mais pragmática para nossos jovens onde eles não sejam alienados de um fazer. Da vida prática, de problemas reais da vida prática.

14. Capacidade de se organizar de maneira ampla.

15. Como estabelecer o valor real de um desenho, de um jovem que ainda tem um currículo insípido? Como atribuir valor a um desenho feito por um artista jovem e inexperiente? Critérios para fazer isto? Discutir isto no curso do méthodo? Obviamente sem desconsiderar o valor aplicado por este jovem na sua formação e produção.

16. Eleições no final do ano no Brasil? Como votar?

17. Copa do mundo na Rússia?

18. Olímpiada em 2020? Skate.

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