A aventura do méthodo

 

24 de julho de 2018, Cambury, Litoral Norte

 

Como escrever sobre algo que deve ser vivido. Presenciado. O méthodo é mais que tudo uma experiência, algo que se sente na pele, que engasga na garganta. Mas devo tentar falar dele, sobretudo fazer ou tentar fazer alguém vivenciá-lo através da letra, da palavra, da sentença. Como fazer isto? Não sei. Como algo que não está aqui pode estar aqui? Méthodo, tento me lembrar de quando me referi a ele assim? Quando isto começou, quando o chamei assim. Nisto de lembrar, me lembro de quando comecei a unir artes plásticas com pedagogia. Já faz um bom tempo. Depois de quando esta palavra discípulo encontrou um lugar no méthodo. Me vêm muitas perguntas. É muito chato escrever assim. De maneira histórica e linear. Prefiro a linguagem conotativa e poética. Dizer por exemplo que o méthodo é o méthodo, e ele não serve para todos, é uma descoberta, é um vão, um vão na ossatura do sujeito. Um rasgo. Um grande, imenso rasgo na pele de tudo que é linear. Retilíneo. O méthodo é o méthodo: isto é um não méthodo.

 

Parte 2

 

Abordar algo pelas beiradas - contorno do animal selvagem faminto rondando a presa. Estratégia milenar de sobrevivência, introduz-se aqui a coisa, algo, a caça — a caçada, saio no meio da noite em busca do que me é querido, saio de mim, saio apenas — pesca, caça, tudo é escuro, sorrateiro, os livros são largados, nesta jornada não posso levar nada, tenho que ir de mãos vazias, tenho que deixar meus mitos. Seguir em frente como um homem sozinho, escrever — escrita, o texto, as origens, as interferências, como superá-las? Estar num estado onde a escrita realmente possa acontecer? Isto é o quê? Vazio. Estado bruto de ser. Como capturar este estado onde o animal ronda? Ainda sem definição meu texto? A letra não tem forma ou conteúdo. Assim arrasto a coisa por um longo caminho sem nenhuma significação louvável, estado ruim para o linear. O Ousado do texto não cabe conforme quer o bom senso do dizer. Dizer requer insensatez. Insensatez requer muito plano. Muito plano requer um método, um método requer assaltos, assaltos requerem um corpo, um corpo requer: sacrifício. Sem sacrifício não tenho onde morar, sem moradia minha vida não tem ronda: nem requer nada.

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