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7º Texto Espiritual

de RES

16 de março de 2020

RUBENS ESPÍRITO SANTO

  1. Urgência - texto como uma simples vara de pescar

  2. Texto como isca - apenas uma isca não predatória - na espera de armar o dispositivo para uma hora que menos se espera poder dizer

  3. Dizer não pode ser predatório

  4. Dizer o texto é só uma isca

  5. O texto é só uma isca

  6. O texto nunca é mesmo o texto

  7. O texto se faz no submundo do dizer, só digo quando estou em estado de isca, isto é, mole de dizer (em dizer me perco) não posso querer agarrar o que quero dizer para ele realmente ser dito. Ele se apresenta mesmo somente em estado de rede.

  8. O que tenho para dizer me enreda. Enredado digo, em dizer o que está dito já se foi. Em música de alto mar -marinheiro, pescador, rede, isca, mar, onda, vento, areia, casa de pescador, mulher deixada no Porto, encomenda, fiorino, carga, transporte,

  9. Não existe texto escrito, só existe texto como isca, em estado prenhe de dizer, em estado de parto, o que diz nunca nasceu mesmo. Não existe o dito nascido. O nascido não é permitido dizer. Não posso dizer a língua de Deus, ele não me permite comunicar o nascido: o nascido é Deus e não posso escrevê-lo.